Eu sempre fui muito eu, mas quem eu seria se as águas doces não cuidassem de mim? Se meu corpo não fosse cachoeira, e minha força não estivesse na queda das águas? Herança das Águas buscou essas respostas. O projeto buscou uma experimentação, na qual suas bases principais fossem a Percussão, a Ativação do Movimento Ancestral e Oxum. Através da percussão, foi aplicada a técnica de Onisajé, que prega que o corpo negro tem memória ancestral e que esse Movimento precisa ser resgatado. A principal ambição da pesquisa foi se encontrar com o aspecto da feminilidade de Oxum, a força das águas doces, que precisa ser vista fora de uma visão eurocêntrica, à partir da visão do empoderamento feminino. Para amarrar a pesquisa, uma encruzilhada entre teatro, música, dança e espiritualidade, firmando um compromisso ancestral entre a equipe deste projeto e o encontro com suas ancestralidades.