Biblioteca Comunitária (incluí­dos os pontos de leitura)

Biblioteca Comunitária Casa da Emília

Descrição curta

Localizada no coração da comunidade de Mulatão, em Itapipoca, Ceará, a Biblioteca Comunitária Casa da Emília é um verdadeiro refúgio de conhecimento e cultura. Fundada com o objetivo de promover a leitura e o acesso à informação, a Casa da Emília é um espaço acolhedor onde todos são bem-vindos.
Nossa missão é incentivar a leitura, proporcionar acesso a livros e recursos educativos, e criar um ambiente onde o aprendizado e a imaginação possam florescer. Acreditamos que a educação e a cultura são pilares fundamentais para o desenvolvimento pessoal e comunitário.

Endereço:

Estado: CE

Município:

CEP: 62502-000

Logradouro: Localidade Mulatão

Número: s/n

Complemento: Distrito Deserto

Bairro: -

Descrição

Localizada no coração da comunidade de Mulatão, em Itapipoca, Ceará, a Biblioteca Comunitária Casa da Emília é um verdadeiro refúgio de conhecimento e cultura. Fundada com o objetivo de promover a leitura e o acesso à informação, a Casa da Emília é um espaço acolhedor onde todos são bem-vindos. A Biblioteca Comunitária Casa da Emília é uma iniciativa da Professora Cláudia Cunha Melo Barros, neta de Emília Ribeiro Cunha, na qual a biblioteca recebe o nome em sua homenagem.
🔹 Missão e Visão:
Nossa missão é incentivar a leitura, proporcionar acesso a livros e recursos educativos, e criar um ambiente onde o aprendizado e a imaginação possam florescer. Acreditamos que a educação e a cultura são pilares fundamentais para o desenvolvimento pessoal e comunitário.

🔹 Ambiente Acolhedor:
A Casa da Emília é um espaço acolhedor, inclusivo e em contato com a natureza. Nossos visitantes encontram um ambiente tranquilo e inspirador, perfeito para a leitura, o estudo e a troca de conhecimentos, com áreas de leitura e estudo como também espaços dedicados para que as crianças interajam com a natureza.

🔹Quem foi Emília Ribeiro Cunha:
Cearense, nasceu no dia quinze de setembro do ano de mil novecentos e quinze, em São João de Uruburetama, fronteira com Itapipoca. Filha de Ângelo Ribeiro Magalhães e de Maria Francisca da Penha, casou-se aos dezessete anos com Raimundo Adolfo Cunha, com quem teve doze filhos: Maria, Franciné, Matilde e Laura (in memoriam); Francisco, João, Lucimar, Maria do Socorro, Nélio, Antonio, Raimunda e José Amédio. Fixou morada no Mulatão, zona rural de Deserto, em Itapipoca-Ceará, falecendo aos setenta e nove anos.

Durante sua linda jornada, banhou-se nas águas do riacho Severino, conviveu com a fartura do bananal presente em seu quintal, deliciou-se com a diversidade das fruteiras, como a mangueira, a melancia, a goiabeira; saboreou mel de cana-de-açúcar e farinha. Apenas uma fruta favorita não tinha em seu quintal, laranja! Não frequentou a escola, rara e destinada aos poucos afortunados do lugar, mas aprendeu de tudo que uma mulher de seu tempo precisava para criar uma família. Uma vez ao ano, levava sua prole à sede de Itapipoca, direto para a Igreja matriz na festa de Nossa Senhora das Mercês. Rezava o terço em sua camarinha.

Educou os filhos com firmeza de caráter e ética, ao prepará-los para o trabalho, o respeito às leis de Deus e devoção a Maria, mãe de Jesus. No dia a dia cultivava seu pomar, aguando uma por uma as frondosas árvores; preparava o alimento e o servia a todos de casa e aos que chegavam, pois era sempre visitada por familiares, amigos e trabalhadores que a ajudavam na farinhada. Homens e mulheres tinham respeito e afeto por dona Emília, Mãe Mília e Mimilha, carinhosamente assim chamada por seus netos, que amavam provar de seu “capitão”, um bolinho de feijão com farinha, que ela apertava com a mão e servia aos pequenos. Emília foi uma mulher aguerrida, ficou viúva cedo e cuidou com maestria dos dois mil e duzentos h/a da Fazenda São João, no Mulatão.

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Publicado por

Cláudia Melo

Cláudia Cunha Melo Barros é Pedagoga, doutoranda em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP), mestre em Formação de Professores PPGE-UECE, especialista em Psicopedagogia.
Criadora e coordenadora do Coletivo de literatura infantil Lamparinas. Membro da Academia Feminina de Letras do Ceará (AFELCE) e da Academia de Letras de Itapipoca (ALITA). Publicou os livros infantis, A menina que devolvia livros (2020) e A menina e a roda de histórias (2022) e Mel, a menina que ama o sertão (zine, 2023); A vida no Banho (2025); participa em diversas coletâneas: Mulheres Empoderadas (2022), Mulheres, velas & poesia (2023), Afelceanas e a arte da escrita (2023); Colaborou no Almanaque de Itapipoca 200 anos, com poemas e prosa (2023). Finalista no Prêmio Nacional Carolina Maria de Jesus com o livro de poemas, A liberdade é mulher

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